PAISAGEM

Parque Metropolitano Geoglifos Biológicos
1o Prêmio no Concurso Internacional Santiago Ecologias Emergentes 2017

Localização: Maipú, Santiago, Chile
Ano: 2017
Equipe: Mapas Arquitectura y Territorio / Arquitetos Juan Carlos Aristizabal, Roger Julian Escalante, Lucas Bueno e Adriana Imitola
Publicação: ArchDaily
 

O Concurso Internacional para a consolidação de um Parque Metropolitano no Sítio Prioritário El Roble, localizado a sudeste do município em sua área periurbana, convidou os participantes a refletir sobre o crescimento da zona urbana sobre as áreas rurais e sobre como o desenho urbano poderia ordenar este crescimento e garantir a conservação das paisagens e dos elementos ecológicos estruturantes do local, constituindo este lugar como um espaço público de uso múltiplo e que respondesse aos usos e formas de apropriação vinculadas a população chilena local.

A proposta desenvolvida em colaboração com o escritório colombiano Mapas Arquitectura y Territorio partiu da análise integral da paisagem, aqui entendida como um processo de construção coletiva constante, onde interagem seres humanos e não-humanos com o espaço geográfico.

Três figuras geométricas de grandes proporções definem o território, em alusão aos geoglifos, estruturas geográficas ancestrais da paisagem originária latino-americana, também encontradas no Chile, ativadas biologicamente, buscando a remediação de problemas ambientais derivados do uso extrativista desta região dos Andes. Tornam-se estruturas antrópicas que buscam a transformação positiva de entropia, fortalecendo o ecossistema local e buscando responder aos projetos desenvolvidos no parque e no entorno.

A partir de uma linha central condutora dos visitantes, estruturam-se três eixos programáticos, constituindo espaços livres e equipamentos de uso coletivo que potencializam os usos do parque.

A partir de uma linha central condutora dos visitantes, estruturam-se três eixos programáticos, constituindo espaços livres e equipamentos de uso coletivo que potencializam os usos do parque.

Eixo Ambiental: estabelece conexões com a natureza, conectando as águas das napas e do canal existente e estruturando processos biológicos de fitoremediação mediante jardins filtrantes, para uso das águas nos projetos produtivos do parque e posterior tratamento da água que desemboca no Rio Mapocho, fora do parque.

ISOMÉTRICA DE FRONTEIRAS 

CICLO DE PRODUÇÃO 

CICLO DA ÁGUA 

Eixo Produtivo: consolida paisagens produtivas articuladas à comunidade local, a partir da geração de energia solar, tanques de produção de piscicultura, manejo de resíduos em compostagem e campos de cultivos agroecológicos, estabelecendo consórcios e rotação de culturas na produção agrícola.

Eixo Turístico orienta ao uso de lazer e aproveitamento dos valores da paisagem local, a partir de rotas para trilhas, mirantes e nascentes, além de consolidar a área esportiva e de comércios no acesso ao parque.

ISOMÉTRICA DE FITOREMEDIAÇÃO
E OBSERVATÓRIO DE ESTRELAS

ISOMÉTRICA QUADRADO DE CULTIVO AGRÍCOLA E AGROINDÚSTRIA

ISOMÉTRICA TRIÂNGULO PARQUE URBANO RECREATIVO